Os mortos-vivos e a importância de dar sentido a Vida

Os mortos-vivos e a importância de dar sentido a Vida

“O ser humano morre não quando seu coração deixa de pulsar, mas quando de alguma forma deixa de se sentir importante”
Do filme e livro O Vendedor de Sonhos de Augusto Cury

 

Aproveitando a passagem do Halloween – Dia das Bruxas, mais uma tradição americana que ganhou espaço no Brasil – e do dia de Finados, respectivamente nos dias 1 e 2 de novembro é interessante que façamos uma reflexão a respeito dos mortos-vivos ou Walking Dead como costumam ser chamados os zumbis, principalmente depois da série televisiva que adquiriu muito sucesso.

Os mortos-vivos são aqueles que mesmo após a morte, de forma física, conseguem adquirir os movimentos humanos por algum motivo – os filmes e livros que tratam desse assunto normalmente atribuem o retorno a “vida” por motivos diferentes que vão desde radiação a magia negra. Esses seres míticos se alimentam de carne ou cérebro humano para que assim, eles possam, através de sangue e carne fresca, diminuir as dores do corpo em decomposição.

E porque devemos lembrar dos mortos-vivos e do dia de finados? Para responder essa pergunta volto a provocação, que tenho feito constantemente, da necessidade da busca de uma missão e um propósito para vida para que possamos então tornar nosso caminhar terreno mais marcante e, mais do que isso dar um sentido de existência a vida que pulsa em nossas veias e que fica “soterrada” embaixo da zona de conforto e das verdades que foram adquiridas com o tempo, induzida e, muitas vezes, impostas pela família, amigos e sociedade como um todo. Muitas pessoas por não buscarem viver a vida conforme desejo próprio acaba vivendo como mortos-vivos repetindo comportamentos e rotinas diárias e, mais do que isso, invejando os que buscam viver de uma forma mais autentica e livre, adjetivando os mesmos através de uma série de rótulos, ou seja, comendo da carne e do cérebro alheio.

Será que você já parou para refletir se, de alguma forma, se tornou um morto-vivo? E, para além disso, como andam as suas relações com as pessoas que estão ao redor e que são importantes para você? Será que você deixou o “sistema” morto-vivo, no automático?

Muitas vezes perdemos pessoas especiais que, de alguma forma, por motivo de doença que se prolonga, ou por muito tempo de UTI, vamos nos preparando aos poucos a depender do estado de saúde das mesmas, contudo, pior do que esse tipo de morte, é a que se dá em vida, quando apagamos o brilho de nossas vidas e de nossas relações pela falta de atenção, pela rotina, pelo descaso, pelas buscas materiais excessivas e com as decisões duvidosas alimentadas pelo ego que só consegue enxergar a si mesmo em detrimento ao outro gerando um ciclo repetitivo de vítimas pelos caminho.

Pense nisso e escolha o melhor caminho e a melhor forma de construir e manter suas relações afinal, é melhor escolher a vida, já que a morte é nossa única certeza.

Uma boa semana!!!

 

Amândio Barbosa

Ser humano, casado, pai de dois filhos, Coach, professor universitário, palestrante e consultor empresarial, Economista e Administrador.
Tem como Missão, “Ser um ser humano mais completo e colaborativo, ajudando as pessoas a atingirem o seu potencial máximo através do senso de contribuição, maior satisfação e felicidade para assim, ajudar na construção de um mundo melhor.”

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